Chama-te renovada

Chamava-te Destruidora

Chamo-te Inovadora

Chama Criadora

A imagem de uma chama a devastar ou ser consumida foi o pensamento que acompanhou a construção desta exposição. Desejo mostrar a perspetiva da beleza inerente num elemento que pode destruir, mas que também ajuda à fertilização do que destrói.

Foquei-me na ideia de que porque algo desaparece, essa situação não é necessariamente má, pois há algo de libertador no recomeçar. Nos tempos de hoje, favorecemos objetos a experiências, damos um valor mais alto a uma propriedade do que à própria vida. O dinheiro para certas pessoas é mais importante que família. As memórias estão em nós, não nos objetos.

Percorrer esta exposição oferece-nos movimentos de cor, laivos de energia, esculturas contidas, mas completas de detalhes.

A incansável busca pelo universo do calor, para o inerte que termina em mais vida e prossegue num aumento e não na estagnação do todo.

A árvore arde e desaparece nas cinzas que permitem o desabrochar de nova vida, uma vez mais fertilizada.

Vamos acender a chama e deixá-la aquecer o fogo que está dentro de nós e que temos vindo a tentar conter tão erradamente.

É que se não sentirmos este calor em nós, vamos ficar para sempre onde ainda estamos.

Explora a imagem de fogo, a desolação que este deixa na sua passagem e o renascimento que brota de entre toda a cinza